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Inadimplência

Atraso no aluguel cai pela 3ª vez, a 5,84%, mas SP volta a subir

Índice da Loft mostra a inadimplência do aluguel residencial no menor nível desde abril, com alívio típico do fim de ano. São Paulo, Paraná e Espírito Santo foram na contramão em outubro.

Willian Rabello
Founder da Adimplia · 5 min de leitura
Publicado em
Prédio residencial de fachada escura visto de baixo, contra o céu azul
A inadimplência no aluguel residencial caiu pelo terceiro mês seguido em outubro de 2026, segundo a Loft. Foto: Luke van Zyl / Unsplash
Neste texto
  1. O que o índice mostrou em outubro?
  2. Por que o atraso cai no fim do ano?
  3. O alívio é para todos?
  4. O que o aluguel ensina a quem recebe todo mês
  5. Fato e leitura

A inadimplência do aluguel residencial caiu pelo terceiro mês seguido e chegou a 5,84% em outubro de 2026, o menor nível desde abril. O dado é do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft, divulgado no sábado, 24 de outubro, e mostra um alívio que se repete todo fim de ano. Só que ele não chegou a todo lugar: São Paulo, Paraná e Espírito Santo voltaram a subir.

Para quem não é do mercado imobiliário, o número interessa por outro motivo. O aluguel é a conta recorrente mais pesada do orçamento de muitas famílias, e o comportamento dele antecipa o que acontece com a mensalidade da escola, o plano da academia e a parcela do crediário.

O que o índice mostrou em outubro?

O IIA acompanha cerca de 500 mil contratos ativos com Fiança Aluguel em todo o país e considera inadimplente o contrato com pagamento atrasado há mais de 15 dias. Os principais números de outubro:

Infográfico em barras: inadimplência no aluguel em outubro de 2026, com Brasil em 5,84%, Minas Gerais em 6,5%, São Paulo em 5,9%, Paraná em 5,2% e Rio de Janeiro em 4,4%
Inadimplência do aluguel residencial em outubro de 2026, no Brasil e em quatro estados acompanhados pela Loft. Arte: Adimplia

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  • Brasil: 5,84%, ante o pico de 6,20% registrado em julho, uma queda de 0,36 ponto percentual em três meses.
  • Regiões: o Sudeste ficou em 5,9% e o Sul, em 5,5%. Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem parados em 7,0% há três meses, acima da média nacional.
  • Estados em alta: São Paulo foi de 5,8% para 5,9%, o Paraná de 5,0% para 5,2% e o Espírito Santo de 5,2% para 5,3%, a quarta alta seguida.
  • Estados em queda: Minas Gerais recuou de 6,8% para 6,5%, mas ainda tem a maior taxa entre os acompanhados; Santa Catarina caiu de 6,0% para 5,8% e o Rio Grande do Sul, de 5,7% para 5,5%.
  • Menor taxa: o Rio de Janeiro ficou estável em 4,4%.

Segundo a Exame, todos os sete estados acompanhados estão melhores do que em outubro de 2025. Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, resumiu com cautela: a sequência indica melhora gradual, mas é preciso acompanhar os próximos meses para saber se a tendência continua.

Por que o atraso cai no fim do ano?

O padrão não é novidade. Em 2024, o mesmo índice caiu de 7,01% em julho para 5,83% em dezembro, e 2025 repetiu o desenho. O meio do ano concentra despesas e aperta o orçamento; o último trimestre traz renda extra, com a primeira parcela do 13º salário, e as famílias aproveitam para pôr as contas em dia.

Nós já mostramos esse efeito do outro lado do balcão: o 13º salário é a melhor chance do ano de receber o que atrasou. O índice da Loft é uma confirmação, com dados de meio milhão de contratos, de que o devedor que não pagou em julho não é necessariamente um devedor perdido. Muitas vezes, ele só está esperando o dinheiro chegar.

O alívio é para todos?

Não. Três pontos pedem atenção:

  1. A queda é pequena. De 6,20% para 5,84% é menos de meio ponto. A inadimplência em geral segue alta no país: a CNDL e o SPC Brasil contaram 75,05 milhões de inadimplentes em setembro, e o número voltou a crescer.
  2. A diferença regional não fecha. Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão estacionados em 7,0%. Para quem tem clientes nessas regiões, o alívio de fim de ano ainda não apareceu nos números.
  3. São Paulo virou. O maior mercado do país voltou a subir em outubro, ainda que pouco. Uma alta isolada não faz tendência, mas é o tipo de sinal que vale acompanhar mês a mês.

O que o aluguel ensina a quem recebe todo mês

A régua do IIA começa a contar o atraso em 15 dias. Não é por acaso: é o ponto em que o esquecimento já ficou para trás e o atraso começa a virar dívida. Para escolas, academias, clínicas com planos mensais e administradoras de condomínio, a lição é a mesma. O atraso tem estação, e a cobrança também deve ter.

  • No meio do ano, previna. Lembretes antes do vencimento e opções de pagamento simples (Pix, débito automático) seguram o atraso quando o orçamento do cliente aperta.
  • No último trimestre, recupere. É quando a renda extra chega. Uma proposta de acordo feita em novembro tem mais chance do que a mesma proposta feita em março.
  • Olhe a sua carteira por região e por faixa de atraso. O número nacional esconde diferenças grandes, como mostram os 7,0% do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Fato e leitura

Os números são do Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft de outubro de 2026, como publicados pelo ND+ em 24/10/2026 e pela Exame. A comparação com outras contas recorrentes e as recomendações são leitura nossa. Para o quadro completo, veja o guia de inadimplência para pequenas empresas.

Perguntas frequentes

O que mede o Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft?

É a parcela dos contratos de aluguel residencial com pagamento atrasado há mais de 15 dias. O índice acompanha cerca de 500 mil contratos ativos com Fiança Aluguel em todo o país e é divulgado todo mês.

Por que o atraso costuma cair no fim do ano?

Os dados da Loft mostram um padrão que se repete: o atraso sobe no meio do ano e alivia a partir de outubro. Em 2024, o índice caiu de 7,01% em julho para 5,83% em dezembro. A renda extra do fim de ano, como o 13º salário, ajuda a explicar o movimento.

Fontes

  1. Brasil tem queda na inadimplência do aluguel, mas 3 estados voltam a registrar alta em outubro; aponta Loft. ND+, com dados do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft, 24/10/2026
  2. Inadimplência no aluguel cai pela 3ª vez seguida e atinge menor nível desde abril. Exame, com dados da Loft, outubro de 2026

Guia completo: para entender o tema do começo ao fim, leia Guia completo de inadimplência para pequenas empresas.

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