Atraso no aluguel cai pela 3ª vez, a 5,84%, mas SP volta a subir
Índice da Loft mostra a inadimplência do aluguel residencial no menor nível desde abril, com alívio típico do fim de ano. São Paulo, Paraná e Espírito Santo foram na contramão em outubro.

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A inadimplência do aluguel residencial caiu pelo terceiro mês seguido e chegou a 5,84% em outubro de 2026, o menor nível desde abril. O dado é do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft, divulgado no sábado, 24 de outubro, e mostra um alívio que se repete todo fim de ano. Só que ele não chegou a todo lugar: São Paulo, Paraná e Espírito Santo voltaram a subir.
Para quem não é do mercado imobiliário, o número interessa por outro motivo. O aluguel é a conta recorrente mais pesada do orçamento de muitas famílias, e o comportamento dele antecipa o que acontece com a mensalidade da escola, o plano da academia e a parcela do crediário.
O que o índice mostrou em outubro?
O IIA acompanha cerca de 500 mil contratos ativos com Fiança Aluguel em todo o país e considera inadimplente o contrato com pagamento atrasado há mais de 15 dias. Os principais números de outubro:

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Conheça a Adimplia- Brasil: 5,84%, ante o pico de 6,20% registrado em julho, uma queda de 0,36 ponto percentual em três meses.
- Regiões: o Sudeste ficou em 5,9% e o Sul, em 5,5%. Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem parados em 7,0% há três meses, acima da média nacional.
- Estados em alta: São Paulo foi de 5,8% para 5,9%, o Paraná de 5,0% para 5,2% e o Espírito Santo de 5,2% para 5,3%, a quarta alta seguida.
- Estados em queda: Minas Gerais recuou de 6,8% para 6,5%, mas ainda tem a maior taxa entre os acompanhados; Santa Catarina caiu de 6,0% para 5,8% e o Rio Grande do Sul, de 5,7% para 5,5%.
- Menor taxa: o Rio de Janeiro ficou estável em 4,4%.
Segundo a Exame, todos os sete estados acompanhados estão melhores do que em outubro de 2025. Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, resumiu com cautela: a sequência indica melhora gradual, mas é preciso acompanhar os próximos meses para saber se a tendência continua.
Por que o atraso cai no fim do ano?
O padrão não é novidade. Em 2024, o mesmo índice caiu de 7,01% em julho para 5,83% em dezembro, e 2025 repetiu o desenho. O meio do ano concentra despesas e aperta o orçamento; o último trimestre traz renda extra, com a primeira parcela do 13º salário, e as famílias aproveitam para pôr as contas em dia.
Nós já mostramos esse efeito do outro lado do balcão: o 13º salário é a melhor chance do ano de receber o que atrasou. O índice da Loft é uma confirmação, com dados de meio milhão de contratos, de que o devedor que não pagou em julho não é necessariamente um devedor perdido. Muitas vezes, ele só está esperando o dinheiro chegar.
O alívio é para todos?
Não. Três pontos pedem atenção:
- A queda é pequena. De 6,20% para 5,84% é menos de meio ponto. A inadimplência em geral segue alta no país: a CNDL e o SPC Brasil contaram 75,05 milhões de inadimplentes em setembro, e o número voltou a crescer.
- A diferença regional não fecha. Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão estacionados em 7,0%. Para quem tem clientes nessas regiões, o alívio de fim de ano ainda não apareceu nos números.
- São Paulo virou. O maior mercado do país voltou a subir em outubro, ainda que pouco. Uma alta isolada não faz tendência, mas é o tipo de sinal que vale acompanhar mês a mês.
O que o aluguel ensina a quem recebe todo mês
A régua do IIA começa a contar o atraso em 15 dias. Não é por acaso: é o ponto em que o esquecimento já ficou para trás e o atraso começa a virar dívida. Para escolas, academias, clínicas com planos mensais e administradoras de condomínio, a lição é a mesma. O atraso tem estação, e a cobrança também deve ter.
- No meio do ano, previna. Lembretes antes do vencimento e opções de pagamento simples (Pix, débito automático) seguram o atraso quando o orçamento do cliente aperta.
- No último trimestre, recupere. É quando a renda extra chega. Uma proposta de acordo feita em novembro tem mais chance do que a mesma proposta feita em março.
- Olhe a sua carteira por região e por faixa de atraso. O número nacional esconde diferenças grandes, como mostram os 7,0% do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Fato e leitura
Os números são do Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft de outubro de 2026, como publicados pelo ND+ em 24/10/2026 e pela Exame. A comparação com outras contas recorrentes e as recomendações são leitura nossa. Para o quadro completo, veja o guia de inadimplência para pequenas empresas.
Perguntas frequentes
O que mede o Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft?
É a parcela dos contratos de aluguel residencial com pagamento atrasado há mais de 15 dias. O índice acompanha cerca de 500 mil contratos ativos com Fiança Aluguel em todo o país e é divulgado todo mês.
Por que o atraso costuma cair no fim do ano?
Os dados da Loft mostram um padrão que se repete: o atraso sobe no meio do ano e alivia a partir de outubro. Em 2024, o índice caiu de 7,01% em julho para 5,83% em dezembro. A renda extra do fim de ano, como o 13º salário, ajuda a explicar o movimento.
Fontes
- Brasil tem queda na inadimplência do aluguel, mas 3 estados voltam a registrar alta em outubro; aponta Loft. ND+, com dados do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft, 24/10/2026
- Inadimplência no aluguel cai pela 3ª vez seguida e atinge menor nível desde abril. Exame, com dados da Loft, outubro de 2026
Guia completo: para entender o tema do começo ao fim, leia Guia completo de inadimplência para pequenas empresas.